Município de S. Pedro do Sul: Um território a descobrir!

Viagem aos Sabores Tradicionais de Portugal
Próximo Destino: Município de S. Pedro do Sul
6 de Maio de 2026
Siga as nossas dicas e planeie os seus passeios pelo país! Saia com água na boca e volte saciado com a riqueza da Gastronomia Tradicional Portuguesa!
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Um guia atualizado de cada município para que possa planear o seu roteiro pessoal para fazer com a família ou com amigos, em qualquer altura do ano… sem restrições!

Com excelentes acessibilidades, S. Pedro do Sul, em pleno vale de Lafões, bem no centro da natureza, de serras, rios e vales, oferece condições ímpares para umas férias revitalizantes, cheias de experiências e emoções.
As serras da Arada e Gralheira e o Monte de S. Macário, com as suas paisagens verdejantes, os seus riachos de água fria e cristalina, as suas aldeias escondidas nos vales e montanhas aliadas ao magnífico pôr e raiar do sol, constituem um pedaço do mundo que serve de refúgio à inspiração.
O turismo termal, de montanha, cultural e patrimonial, diferenciado e genuíno, são um apanágio do concelho de S. Pedro do Sul, que tão bem sabe receber e dar a conhecer todos os seus recantos e encantos!
Visite S. Pedro do Sul e descubra o que de mais belo existe!

À entrada do centro histórico de S. Pedro do Sul fica o robusto e imponente Solar da Lapa, uma construção seiscentista com uma fachada característica da época. Pouco acima surge o Adro da Igreja Matriz. Mais acima, na Praça da República surge o Palácio dos Marqueses de Reriz, um majestoso palácio setecentista, antigo Paço Real de S. Pedro do Sul e a formosa Capela de Santo António. O Cineteatro Jaime Gralheiro, construído em 1925 possui um interior de grande requinte e beleza. Seguindo a Rua Direita visite os Paços do Concelho onde se localiza a Câmara Municipal integrada no Convento Franciscano de S. José. Pode desfrutar de uma tarde de lazer no Lenteiro do Rio ou de uma caminhada na Ecopista, antiga linha de caminho-de-ferro, onde a paisagem natural ao longo das águas frescas do Rio Vouga transmite saúde e bem-estar.
XI FESTA DA VITELA

Quintinha . Showcooking . Espaço de Restauração e Vinhos . Venda de produtos locais . Animação Musical . Percurso pedestre . Cortejo etnográfico . Mostra cultural de Manhouce . Chega de Bois

Termas de São Pedro do Sul
Se dissermos que a nascente de água termal de S. Pedro do Sul é explorada desde o séc. I da nossa era, o que fica por acrescentar? São mais de 2 000 anos a comprovar as propriedades curativas destas águas minero-medicinais.
Nestas termas os Romanos construíram um Balneum (o que dele resta é hoje Monumento Nacional), sobre cujas ruínas mandou D. Afonso Henriques edificar o balneário e, bem mais tarde (em 1894) foram criadas, a seu lado, novas instalações termais.
Usufruindo de uma água sulfúrea que brota a 68,7ºC, a estância termal de S. Pedro do Sul dispõe de excelentes recursos técnicos e humanos e magníficas instalações, equipadas com tecnologia de ponta na área da balneoterapia, sendo hoje consideradas das mais modernas da Europa e onde se continuam a curar muitos males.

As termas de S. Pedro do Sul cresceram e modernizaram-se, sendo hoje as mais frequentadas do país e afirmando-se, ao mesmo tempo, como um centro de turismo que associa a saúde, o prazer, o desporto e o lazer, numa zona com amplos recursos naturais e culturais, dotada de áreas de lazer, núcleo museológico e auditório, onde se proporcionam diversos espectáculos.
Tudo por aqui contribui para que a vida pareça reconfortantemente simples e genuína.

Termas Romanas de São Pedro do Sul
Trata-se de um dos complexos termais de origem romana mais importantes e bem conservados dos existentes no país, com uma utilização contínua ao longo de 2000 anos e que sempre se constituiu no grande motor do desenvolvimento regional.
Aos romanos se deve a construção inicial do balneum, que, através da análise dos aparelhos utilizados no levantamento dos alçados, o fizeram em dois momentos: uma 1ª fase de construção no século I d. C. e uma 2ª fase, coincidindo com a conclusão do edifício, nos finais do mesmo século, com a arqueologia a deixar a descoberto piscinas, canais de escoamento de águas, colunas, fustes e capiteis, lápides epigrafadas, revestimentos e construções.
A assinalar a época medieval surge a designação Piscina D. Afonso Henriques, conjunto de edificações do século XII assentes em estruturas romanas pré existentes, promovidas pelo rei conquistador, que frequentou os banhos locais após a fractura sofrida na malograda batalha de Badajoz (1169), aqui estabelecendo paço real juntamente com o filho Sancho (futuro rei D. Sancho I), as filhas Teresa e Urraca e toda a cúria régia, com eles reunindo e decidindo importantes políticas nacionais.

No século XVI, o rei D. Manuel I abonou fundos para que se convertesse o velho edifício medicinal em Real Hospital das Caldas de Lafões, frequentando igualmente os banhos para se curar de um mal de pele.
Nos finais do século XIX, ao longo de 4 temporadas, o lugar foi procurado pela última rainha de Portugal, D. Amélia de Orliães, que ali realizou tratamentos e deixou a marca da sua passagem no novo edifício balnear que então se construiu, descontinuando assim o uso do antigo balneário romano.

O velho edifício ainda serviu de instalações para a instrução primária e depósito de materiais, mas o descuido e progressivo abandono levou à sua rápida degradação, sobretudo ao desabamento provocado pelas cheias no Vouga em 1995.
O que mais realçamos e que confere uma importância excepcional a este conjunto patrimonial é o seu carácter único no país e o seu aproveitamento contínuo ao longo de dois mil anos. Nas suas ruínas, apesar do aspecto caótico, é possível identificar as várias intervenções arquitectónicas realizadas no decurso dos tempos: as estruturas, aparelhos e elementos da construção romana, as remodelações operadas na época medieval, as intervenções arquitectónicas manuelinas incrementadas no renascimento, as alterações delineadas durante os séculos XVII e XVIII e as últimas reformas no século XIX. E tudo isto visível num só edifício balnear/medicinal, constituindo-se numa peça patrimonial e histórica de inegável valor nacional. Não existe outro com as mesmas características em Portugal.
Encontra-se classificado como Monumento Nacional através do Dec. n.º 28 536, DG, I Série, n.º 66, de 22-03-1938, e há muito tempo que merecia a valorização histórica, arqueológica, patrimonial e cultural que se lhe reconhece.

Aldeias Típicas
Nas serras a vida corre ao sabor da calmaria do tempo e num espaço que chega para que todos vivam em harmonia com a natureza e é desta que se extrai o xisto para construir as casas típicas, das típicas aldeias da Pena, do Fujaco, de Covas do Monte ou Covas do Rio.
Aldeias abençoadas pelas centenárias capelas de S. Macário de cima e a ermita S. Macário de baixo.
Todo este maciço montanhoso do “Monte Magaio” vive envolto em tradições, rituais, mitos, lendas, crenças de cabras que matam lobos, de serpentes que comem homens e de santos que transportam brasas acesas nas mãos, cujas memórias não se apagaram no correr dos novos tempos.

Aldeia Típica da Pena
Chegar à mítica aldeia da Pena é só para destemidos. É que a estrada que encaminha para este local é íngreme e nela só passa um carro de cada vez, apesar de ter dois sentidos. Não se assuste com a primeira aventura porque depois de descer às profundezas, é garantido: a visita vale bem a pena! Toda a aldeia convida à contemplação, com o seu enquadramento único na paisagem aliado ao casario típico. O bem preservado casario de xisto e ardósia observa-se logo desde o cimo do monte, oferecendo um cenário único e inspirador.
Localizada mesmo no coração do maciço da Gralheira, esta é uma zona agreste, de tal forma que sobre a aldeia domina a sombra, já que o sol chega ao casario apenas poucas horas por dia. A falta de luz natural, principalmente no inverno, quando há apenas três horas diárias, não retira a este local a sua beleza singular. Perca-se, por isso, pelos caminhos estreitos, olhe em redor e inspire-se neste recanto escondido pelos montes, que produz tão belas habitações onde ao logo dos anos foi vivendo uma população combativa.
A Adega Típica da Pena serve na aldeia as iguarias da gastronomia local: o presunto, o queijo da serra, e os enchidos, mas também pratos mais densos como feijoada, arroz de cabidela de galinha, cozido à portuguesa à moda da Pena, vitela assada no forno a lenha e borrego assado com batatas, sempre na boa companhia de vinho verde. À sobremesa não deixe de provar o doce de sopa seca e as filhós da Pena. Vai querer levar para casa uma recordação desta encantadora aldeia! Além da adega, há outras lojas que vendem de artesanato local, como as miniaturas representativas da aldeia, em madeira e xisto, ou a cera do favo de mel, cortado em tiras e utilizado para fazer velas.
Locais a visitar:
- Serra de São Macário
- Miradouro da Serra de São Macário
- Capela de Santo Inácio de Utopia (Aldeia da Pena)
- Serra da Gralheira
- Artesanato Augusta

Aldeia Típica do Fujaco
Fujaco é uma localidade portuguesa que faz parte da freguesia de Sul, distrito de Viseu. Tem cerca de 30 a 50 habitantes, cujas idades situam-se, em média, acima dos 40 anos.
A aldeia situa-se numa encosta da Serra da Arada, serra esta onde também se situa o Monte de São Macário com 1052 metros de Altitude. As habitações possuem as tradicionais paredes de xisto e teto coberto com lousa. Os habitantes dedicam-se, sobretudo, à agricultura (milho, batata, feijão, vinha), à criação de gado (ovelhas e cabras) e também à apicultura.
A flora é constituída por castanheiros, oliveiras, pinheiros, sobreiros, urzes e giestas. A fauna compõe-se, sobretudo, por javalis, raposas, doninhas, fuinhas, águias e pequenos roedores.
A população desta aldeia típica tem vindo a diminuir ao longo dos últimos anos pois os mais jovens emigraram para o estrangeiro ou para as zonas litorais à procura de melhores condições de vida, regressando à sua terra, sobretudo, durante as épocas festivas para reviver o passado e se reencontrarem com os seus conterrâneos.
As festas do Fujaco em honra da Nossa Senhora dos Remédios realizam-se a 8 de Setembro.

Aldeia Típica de Covas do Monte
Para chegar à aldeia de Covas do Monte, em S. Pedro do Sul, é preciso percorrer um caminho sinuoso mas de rara beleza, atravessando a serra da Freita e vislumbrando as de Montemuro e da Gralheira. O passeio vale por si só, mas o melhor está ainda para chegar! Situada na serra de São Macário, Covas do Monte está a 450 metros de altitude, pelo que aqui se respira um ar puríssimo. A paisagem verdejante, com montanhas a toda a volta, a que ninguém fica indiferente, é pontuada por rebanhos, criando um cenário bucólico. Por aqui abaixo corre água fresquíssima, encaminhada para a aldeia e distribuída pelos campos através de um regadio tradicional.
Encaixada nos montes, a aldeia fica no sopé da montanha e oferece um passeio único por entre as suas ruas estreitas e sinuosas e o aglomerado de casas, quase todas construídas em xisto e com telhados lousa. Observe a forma como se distribuem e se enquadram, perfeitamente, na paisagem! Animais e pessoas convivem lado a lado, nessa pequena povoação que vive da pastorícia. É que além de cabras e ovelhas, também as vacas saem diariamente para se deliciarem com as pastagens frescas dos montes. Ao fim da tarde, regressam, e cada uma parece conhecer o caminho para casa, num ritual que se repete e a que vale a pena assistir, ou não fosse este um retrato raro do país rural.
De destacar que os enchidos e a carne de qualidade desta aldeia são marcas da gastronomia local. O restaurante da aldeia – Restaurante da Associação dos Amigos de Covas do Monte – que é obrigatório conhecer, é, aliás, local de romaria ao fim de semana. Instalado numa antiga escola primária, oferece uma bonita vista para a serra e uma ementa com pratos característicos da região. Não deixe de degustar o cabrito da Gralheira e a vaca Arouquesa, raças autótone e certificadas.
Locais a visitar:
- Portal do Inferno
- Capela de Santa Bárbara
- Trilho dos Pastores
- Serras do Monteduro e Gralheira
- Capela de S. Macário

Aldeia Típica de Covas do Rio
Na base da Serra de São Macário existe uma aldeia sede de freguesia, Covas do Monte, a cerca de 24km de distância da sede de concelho, S. Pedro do Sul. Esta freguesia engloba as localidades de Campo Grande, Serraco, Deilão, Bordozedo, Covas do Monte, Fragozelas e Pena.
Acredita-se que terá existido, onde hoje se situa a sede, um primitivo povoamento da época lusitano–romana. Alguns lugares desta freguesia aparecem mencionados desde os princípios da nacionalidade, ou até mesmo anteriormente.
Inserida na Serra de São Macário, a sua localização confere à localidade a sua beleza paisagística. Este facto é, em parte, responsável pelo seu isolamento e consequente decréscimo da população, motivo que tem vindo a influenciar a diminuição do número de habitantes nesta aldeia.
Os marcos mais importantes para a modernização desta aldeia surgiram já nos fins do século XX. Na década de 1980 chegou o asfalto e a eletricidade, sendo preciso aguardar mais década e meia pela chegada da água canalizada.
As habitações mais antigas de Covas do Rio são, maioritariamente, em xisto, com cobertura em ardósia (lousa). Os materiais empregues na construção de novas habitações, principalmente a partir do final do século XX, é o betão e a telha.
A principal atividade dos seus habitantes é a agricultura e a criação de animais, em grande parte, para consumo próprio.

Natureza
No concelho de S. Pedro do Sul, a natureza é, claramente, uma experiência a não perder.
Com três serras no seu território, Arada, Gralheira e S. Macário, a natureza, aqui, como que nos faz voltar aos primórdios da nossa memória humana no mundo. Vales verdejantes que contrastam com paisagens agrestes e absolutamente despidas, permitindo descortinar os ancestrais movimentos tectónicos que definiram a superfície do planeta, percursos que nos levam ao imaginário das florestas tropicais, com quedas de água, flora luxuriante e desconhecida, até às margens de rios e ribeiras, como o Vouga, o Sul ou o Paiva, que limita o concelho a norte, de águas límpidas e frescas, que nos fazem sonhar, estarmos de volta à inocência genuína dos nossos primeiros passos na Terra. Não é o paraíso, mas que parece, não há dúvidas.

Existem circuitos turísticos organizados por várias empresas especializadas, que disponibilizam os seus programas em vários locais da mas, se puder, porque não optar alguns dos Percursos Pedestres sugeridos pelo próprio município?

Património e Cultura
S. Pedro do Sul é constituído por uma grande diversidade patrimonial que marcou a história do concelho. Conheça a Pedra Escrita em Serrazes, o Castro da Cárcoda, Solares, Igrejas e Capelas. O Convento de S. Cristóvão de Lafões, a Casa das Malafaias, a Quinta da Comenda são testemunhos arquitetónicos que fazem parte da identidade cultural do concelho, com histórias de reis e rainhas. Mas o património imaterial também é muito rico com destaque para os Cantares de Manhouce com toda a sua riqueza etnográfica e musical com cantigas tradicionais que permanecem na cultura popular.

Na região de Lafões come-se divinamente.
A Vitela Assada é o prato mais famoso, dada a qualidade da carne e a mestria dos temperos. Mas o Cabrito à Lafões (cabrito assado no forno de lenha), os Rojões à moda de S. Pedro, o Arroz de Vinha d’Alhos, o de Carqueja, o Bacalhau com Broa e a Sopa de Feijão com Couve à Lafonense são pratos muito apreciados.
Os enchidos recomendam-se e … quanto a doces, a variedade é tanta que o difícil é mesmo escolher. Mesmo assim, vale a pena provar o delicioso Pão de Ló de Sul, o Folar da zona, os Caladinhos e os Vouguinhas.
